No
século XVIII, o capitalismo teve um grande crescimento, com a ajuda da
industrialização, dando origem assim as relações entre o capital e
o trabalho, então o capitalista, que era o grande patrão, e o trabalhador
assalariado passaram a ser os principais representantes desta organização.
A justificativa encontrada para esta nova fase
foi o liberalismo que se baseava na defesa da propriedade privada, comércio
liberal e igualdade perante a lei. A velha sociedade medieval estava sendo
totalmente transformada, assim o nome de homem de negócios
era exaltado como virtude, e eram-lhe dadas todas as credenciais uma vez que
ele poderia fazer o bem a toda sociedade.
O homem de negócios era louvado ou seja ele
era o máximo, era o sucesso total e citado para todos como modelo para os
demais integrantes da sociedade, a riqueza era mostrada como seu triunfo pelo
seus esforços, diferente do principal fundamento da desigualdade que era a
pobreza que era o fator principal de seu fracasso pessoal .
Então os pobres deveriam apenas cuidar dos
bens do patrão, maquinas, ferramentas, transportes e outros e supostamente Deus
era testemunha do esforço e da dedicação do trabalhador ao seu patrão. Diziam
que a pobreza se dava pelo seu fracasso e pela ausência de graça, então o
pobre era pobre porque Deus o quis assim.
O
pobre servia única e exclusivamente para trabalhar para seus patrões e tinham
que ganhar somente o básico para sua sobrevivência, pois eles não podiam
melhorar suas condições pois poderiam não se sujeitar mais ao trabalho para os
ricos, a existência do pobre era defendida pelos ricos, pois os ricos são ricos
as custas dos pobres, ou seja para poderem ficar ricos eles precisam dos pobres
trabalhando para eles, assim conclui-se que os pobres não podiam deixar de
serem pobres.
Postado por: Larissa Amaral

